PERSPECTIVAS PARA O FUTURO APÓS UM ANO ABAIXO DAS EXPECTATIVAS (Estudo de 2012)
Por Brian Nicholson (*)

Indubitavelmente, o ano de 2012 ficará na memória como um período de expectativas frustradas. De fato, trata-se do segundo ano seguido no qual, para muitas construtoras, locadoras e fabricantes do setor de equipamentos de construção, a demanda ficou significativamente aquém do esperado. No entanto, entre 2011 e 2012 há diferenças marcantes. As maiores, sem dúvida alguma, referem-se ao crescimento da demanda e às expectativas dos atores setoriais.

Em 2011, o mercado brasileiro do setor cresceu de forma apenas moderada – algo como 9% nos equipamentos da Linha Amarela –, mas tal desempenho foi visto como decepcionante por muitas empresas que esperavam algo mais pujante após a vultosa expansão de 2010. Já em 2012, conforme as projeções iniciais, o mercado pode terminar o ano mais ou menos empatado com 2011: ou seja, com crescimento em torno de zero. Mais uma vez, o desempenho foi sofrível se comparado às expectativas iniciais por um crescimento ao menos moderado – a projeção para os equipamentos de movimentação de terra no Estudo Sobratema, por exemplo, foi de expansão em torno de 10% em 2012.

Como se vê, situações aparentemente similares – dois anos abaixo das expectativas – escondem realidades bem distintas. Em 2011, era irreal esperar por mais um ano de crescimento fortíssimo, uma vez que o ano de 2010 foi bastante atípico, por razões que tiveram a ver tanto com fatores políticos, como econômicos. Mas em 2012, ao contrário, era razoável acreditar em um crescimento ao menos moderado da demanda, devido tanto aos planos de investimentos já anunciados pelo Governo como pela expectativa de um ritmo mais consolidado de desempenho no setor.

O BRASIL NO MUNDO

Antes de examinarmos mais profundamente o desempenho do mercado em 2012 e suas perspectivas futuras, é necessário colocar o ano em seu devido contexto. Mesmo com crescimento zero, ou até mesmo uma ligeira queda, é preciso considerar que o ano de 2012 aparece praticamente empatado (ou ligeiramente abaixo) com o melhor ano da história do país. Desse modo, pode ser comparado favoravelmente com outros mercados ao redor do mundo.

Na China, de longe o maior mercado da atualidade e que sozinho responde por quase a metade da demanda mundial de equipamentos da Linha Amarela, as vendas encontram-se em queda livre. No primeiro quadrimestre do ano, tradicionalmente o período de maior demanda, as vendas de escavadeiras hidráulicas, por exemplo, encontravam-se 42% abaixo do mesmo período em 2011. Em grande parte, o tombo pode ser considerado como um reflexo das medidas governamentais para colocar a economia num patamar geral de crescimento menos explosivo, além de redirecioná-la para o consumo interno. Mas a China, como se sabe, vem abocanhando mercados crescentes na África por meio de financiamentos bilionários de projetos de infraestrutura, trazendo a reboque um aumento das exportações de equipamentos de construção naquele continente.

De modo similar, os fabricantes dos Estados Unidos também aumentaram suas exportações para a África em nada menos que 28% no primeiro semestre de 2012, enquanto suas vendas para o Brasil caíram 8% no mesmo período. Em geral, as exportações norte-americanas aumentaram 24% sobre o primeiro semestre de 2011, somando US$ 13,7 bilhões, o que ajudou a compensar um mercado doméstico em lenta recuperação e ainda muito abaixo de seu ponto máximo de expansão, ocorrido em 2005.

Como comparação, as exportações brasileiras de equipamentos da Linha Amarela, rastreadas pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), revelam aumento de meros 3% em volume no primeiro semestre do ano. Na Europa, o clima continua pessimista, embora tenha ocorrido uma pequena melhora – pouco mais de 2% – nas vendas de equipamentos no primeiro semestre do ano, comparado com o mesmo período de 2011.

Nesse conturbado mundo novo, não é realista traçar um cenário no qual os países desenvolvidos voltem a dominar a demanda por equipamentos de construção. Sendo assim, os fabricantes de equipamentos continuam a investir suas fichas no Brasil, embora alguns certamente tenham tido suas estratégias testadas pelo fraco desempenho do mercado nacional em 2012. A Doosan Infracore, por exemplo, espera abrir sua fábrica de R$ 156 milhões em Americana (SP) até o final de 2012, privilegiando inicialmente as escavadeiras hidráulicas de 22 toneladas.

Posteriormente, a empresa sul-coreana pode adicionar uma linha de escavadeiras acima de 30 toneladas, destinada a operações de mineração. A lista de players prestes a abrir novas unidades inclui ainda a Hyundai, com um projeto de investimento de US$ 150 milhões em Itatiaia (SP) e no qual a BMC figura como parceiro minoritário; a XCMG, em Pouso Alegre (MG), com um investimento total de US$ 500 milhões em duas fases para produzir guindastes, rolos compactadores, motoniveladoras, escavadeiras e pás carregadeiras; e a Sany, com um investimento de US$ 200 milhões em Jacareí (SP).

Mais à frente, no final de 2013, a John Deere deve inaugurar duas unidades em Indaiatuba (SP), sendo uma para fabricar retroescavadeiras e pás carregadeiras e a outra – em parceria com a Hitachi – para produzir escavadeiras hidráulicas. A Shantui projeta uma fábrica em Presidente Prudente (SP), enquanto Bomag, Ammann e Zoomlion – esta em parceria com a BMC – também já anunciaram fábricas. Já a LiuGong propõe-se a ter uma linha de produção operando em 2014. Como se vê, são muitas as iniciativas de produção local, sendo essa uma lista apenas parcial. Isso sem falar dos amplos investimentos recentes e planos de expansão em curso dos fabricantes mais tradicionais no Brasil, como Caterpillar, CNH, Manitowoc, Terex, JCB e outros.

HAVERÁ ESPAÇO PARA TODOS?

Mesmo com as dificuldades enfrentadas neste ano, o mercado brasileiro para equipamentos de construção certamente não vai desaparecer. Vai continuar a existir e, salvo imprevistos tão gigantescos quanto improváveis, vai continuar a crescer. Provavelmente não cresça de forma tão rápida e linearmente confiável quanto o que foi sugerido pela projeção econométrica de cinco anos que integra o estudo anual da Sobratema – haverá anos mais robustos e anos mais frágeis –, mas a tendência será de subida contínua. A questão que se coloca é a velocidade dessa expansão. Quanto o mercado brasileiro vai crescer? Será amplo o suficiente para absorver toda a capacidade de produção atual e a planejada?

Em busca de uma resposta, a reação mais natural é analisar planos e tendências de investimento, assim como fontes de financiamento. Mas, primeiro, cabe uma observação. Ao projetar o volume futuro de demanda no Brasil, uma coisa é vislumbrar um mercado nacional tão grande que todas as fábricas novas e as já existentes operem a pleno vapor para atendê-lo, com exportação residual; outra, sensivelmente diferente, é prever o tamanho mínimo de mercado necessário para que todos os players atuantes sobrevivam com um mix de vendas locais e exportações.
Ao considerarmos a viabilidade dos investimentos nesses dois extremos, e mesmo em volumes intermediários, devemos incluir questões – certamente já avaliadas pelos estrategistas – como o grau de proteção efetiva e/ou favorecimento futuro que o governo brasileiro pode proporcionar aos fabricantes locais, seja por meio de tarifas de importação, juros preferenciais para equipamentos de fabricação nacional, normas técnicas que evitem a importação de equipamentos com padrões inferiores de segurança ou que causem impacto ambiental e até mesmo instrumentos ainda mais heterodoxos, como a redução seletiva dos encargos sociais. Igualmente de extrema importância é a questão do câmbio, tanto para diminuir a atratividade das importações quanto para estimular as exportações.

Tudo isso sem mencionar o impacto do desempenho do mercado internacional – ou melhor, dos mercados internacionais — no mercado brasileiro, projetando hipóteses específicas para o que pode ocorrer nos próximos cinco anos no setor de construção da Europa, China, Índia e Estados Unidos. Mas são questões que embutem uma boa dose de futurologia, fugindo do escopo do presente artigo.

Nesse universo de incógnitas, entretanto, o ponto de partida mais seguro é o grau de investimentos que o Brasil deve (ou pretende) fazer nos próximos anos na área de construção. Como principais indicadores, inicialmente há o Plano de Aceleração de Crescimento (PAC) em sua mais recente roupagem, PAC-2, que totaliza R$ 1,6 trilhão a partir de 2011, sendo R$ 960 bilhões desse montante previstos para o período 2011-2014. Mas há ainda o Plano Plurianual de Investimentos (PPA), que determina investimentos totais de R$ 5,4 trilhões no quadriênio 2012-2015, em um aumento de nada menos de 38% sobre o período anterior. Esse total, não obstante, inclui investimentos de todos os tipos e gastos expressivos em áreas alheias à infraestrutura como, por exemplo, previdência e saúde. Para infraestrutura, especificamente, o valor no PPA gira em torno de R$ 1,2 trilhão, incluindo habitação popular, energia, óleo & gás, transportes e outros setores.

Podemos mencionar ainda as obras compiladas pela Pesquisa Sobratema dos Principais Investimentos em Infraestrutura, com uma versão atualizada prevista para ser lançada no último trimestre de 2012. Mesmo utilizando apenas os dados da Pesquisa de 2011, podemos identificar obras que totalizam R$ 1,35 trilhão em curso a partir de 2012. Há ainda levantamentos de outras entidades, que apontam igualmente para cifras impressionantes. São totais por vezes diferentes, decorrentes da inclusão de setores, obras e períodos díspares, mas todos válidos e críveis, tendo em vista as necessidades prementes e inadiáveis que o país possui nas áreas de infraestrutura e habitação. Contudo, como a história recente ensina, tais investimentos devem ser avaliados não somente pelo aspecto da necessidade, mas também pela capacidade de efetuá-los.

UMA COPA MEIO CHEIA OU MEIO VAZIA?

Do mesmo modo, é interessante observar o que vem acontecendo com os investimentos ligados à Copa do Mundo de 2014 e às Olimpíadas de 2016. Há dois ou três anos, esses dois megaeventos esportivos eram alardeados por muitos como as forças propulsoras que teriam o poder de alavancar o setor de construção no Brasil e, por tabela, a venda de equipamentos. Isso apesar do fato iniludível de que os investimentos previstos não passavam de uma reduzida porcentagem das obras potencialmente em perspectiva. Para se ter uma ideia, somando estádios e mobilidade urbana para os dois eventos, menos de 2% do total do PAC-2 seriam investidos em termos de valor.

Por isso, não surpreendem os resultados de uma questão incluída na sondagem realizada pela Sobratema com 29 construtoras e locadoras de equipamentos ao redor do país, em setembro deste ano (cf. quadro na página 12). As respostas revelam que somente uma minoria das empresas está sentindo um impacto relevante da Copa e/ou das Olimpíadas, sendo que, para dois terços dos entrevistados, o resultado mostra-se parco até o momento. De modo significativo, um quinto das empresas revela que não sentiu qualquer impacto, descartando maiores expectativas nesse sentido.

Sabe-se que, embora a construção e reforma dos estádios não tenham impactado fortemente o setor de construção em geral, tais obras têm sido demandantes interessantes para determinados tipos de equipamentos – gruas e guindastes à frente, por exemplo.
Dito isso, as obras da Copa e das Olimpíadas gozam de grande visibilidade global. Dificilmente as televisões internacionais mandarão equipes para produzir programas especiais sobre – digamos – a ampliação de uma rede de esgoto, mas com certeza farão muitas reportagens sobre a construção dos estádios, que são a grande vitrine dos eventos. Conforme mostra a Tabela ao lado, todos os 12 estádios da Copa já estão em obras, a maioria delas bem adiantada, e não há dúvida de que todos serão concluídos dentro dos cronogramas, mesmo sendo necessário trabalho em três turnos em alguns casos. Pode existir desconfiança quanto à viabilidade econômica de alguns estádios depois da Copa, mas não há dúvida alguma de que todos eles serão muito vistosos e modernos, constituindo um fator de orgulho nacional.

Onde há menos certeza é sobre as obras de mobilidade urbana, que seriam a parte mais substancial do legado dos eventos. Também na Tabela, temos dados do Ministério dos Esportes sobre as 101 obras ligadas à Copa. Em uma análise rápida, podemos constatar que em abril deste ano quase dois terços dos projetos já haviam começado, enquanto 32% ainda se encontravam em fase de projeto ou licitação. Mas tais percentuais incluem os estádios. Se focarmos especificamente as obras em aeroportos, por exemplo, o atraso é nitidamente maior.

DECOLAGEM COMPLICADA

Não é de hoje que se discute a situação crítica dos aeroportos brasileiros, com prognósticos sombrios no sentido de que terminais – que já não comportam a demanda de passageiros em feriados normais – causariam um verdadeiro caos na Copa, com milhares de torcedores, equipes e jornalistas buscando sofregamente se locomover entre as 12 cidades envolvidas. Mas, apesar de o Brasil saber desde 2007 que seria a sede da Copa de 2014 – e de há vários anos o transporte aéreo no Brasil estar em franca expansão devido ao aumento da demanda nacional –, ainda falta bater martelo sobre o modelo a ser adotado.

De fato, tem sido notável a dificuldade do Brasil em desenhar maneiras mais eficientes de trazer o capital privado para dentro do setor aeroportuário. Há hoje uma ampla aceitação pública sobre a necessidade de se envolver a competência gerencial privada no setor, mas trata-se de uma roda potencialmente difícil de aperfeiçoar, apesar de já ter sido inventada, testada e burilada em vários países.

Os aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília foram colocados em leilão em fevereiro deste ano e atraíram ágios de até 673%, para concessões de até 30 anos e investimento mínimo de R$ 16 bilhões, sendo R$ 2 bilhões até a Copa. Mas, logo em seguida, sugiram sugestões de que, nas privatizações futuras, o investidor privado teria de aceitar uma participação minoritária – algo que foi encarado com muita reticência por muitas empresas internacionais, ouvidas pelo próprio governo brasileiro.

Espera-se que as concessões previstas nos setores de rodovias federais e ferrovias, anunciadas em agosto pelo governo, ocorram de forma menos problemática. O pacote tem um valor de investimento previsto de R$ 133 bilhões ao longo de 25 anos, sendo R$ 79,5 bilhões do total a serem gastos nos primeiros cinco anos. São R$ 42,5 bilhões a serem aplicados em aproximadamente 5.700 km de rodovias federais, principalmente no Centro-Oeste, Centro e Centro-Leste do país – basicamente na faixa que vai de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul até o litoral da Bahia e do Espírito Santo.

Já os investimentos ferroviários contemplam a construção e/ou reforma de 10 mil km, com maior abrangência nacional e amplamente focada no transporte de carga. Os aportes devem totalizar R$ 91 bilhões, sendo R$ 56 bilhões até 2017, e incluem várias obras estruturantes, como o Ferroanel de Região Metropolitana de São Paulo. Os projetos contarão com financiamento do BNDES a juros reduzidos. Mas o trem de alta velocidade entre Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, anteriormente prometido como uma obra que ficaria pronta para a Copa ou pelo menos para as Olimpíadas, nem entrou no pacote.

Ao mesmo tempo, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT) anunciou que voltaria a licitar grandes obras de duplicação e recuperação de rodovias, num total de R$ 6,5 bilhões de investimentos, após quase um ano em marcha lenta devido aos problemas administrativos que enfrentou em 2011.

Muitas das novas licitações serão feitas pelo Regime Diferenciado de Contratação (RDC), um processo simplificado de contratação que inicialmente foi criado para acelerar os trâmites das obras da Copa e das Olimpíadas, mas que vem sendo adotado como um "quebra-galho" eficaz em diversas áreas. De fato, estimativas da imprensa indicam que mais da metade dos investimentos federais atualmente se encaixam no RDC, sugerindo a morte anunciada da problemática Lei 8.666.

O DESAFIO FUNDAMENTAL

As concessões, juntamente com outras medidas anunciadas pelo governo para estimular a economia e os investimentos na infraestrutura, animaram o setor. Tanto assim que, na sondagem com construtoras acima mencionada, a maioria das empresas ouvidas disse esperar que o pacote cause um "grande impacto" no setor, embora somente a partir de 2013. No pouco que resta de 2012, dificilmente isso ocorrerá. Também houve uma ampla esperança, manifestada pelos participantes, de que suas próprias empresas sejam beneficiadas.

Que assim seja. Mas, por diversas razões, é recomendável cautela contra a euforia exagerada. Por um lado, gargalos como a falta de mão de obra especializada não vão desaparecer da noite para o dia. Por outro, as concessões podem demorar a se concretizar, simplesmente devido à necessidade de um tempo mínimo para cumprir com todos os passos e requisitos legais. Mesmo que não surjam problemas estruturais e/ou jurídicos com os modelos de concessão a serem empregados – e mesmo com a ampla utilização do RDC –, há sugestões de que boa parte do impacto pode chegar ao mercado de equipamentos somente em 2014, coincidentemente (ou não) um ano de eleições presidenciais.

Dinheiro não vai faltar em 2013, como também não faltou em 2012 – pois o BNDES tem recursos sobrando. Mas, por muitas razões, o dinheiro não saiu dos cofres para os canteiros de obra e fábricas de equipamentos. Entre as principais, está o atraso em projetos, licenciamentos e licitações. Também pode haver dinheiro de outras fontes como, por exemplo, debêntures de infraestrutura; e a queda nos juros pode estimular investidores institucionais nacionais e internacionais (como fundos de pensão) a se interessarem por projetos de longo prazo com rentabilidade segura. Mas, diga-se, isso requer modelos de concessões bem elaborados, regulamentação confiável e segurança jurídica.

Como pano de fundo, temos a inabilidade do país – até agora – em aumentar sua taxa percentual de investimento em relação ao PIB. É salutar recordar que o PAC-2, quando lançado no início de 2010, previa crescimento do PIB de 5% naquele ano, além de uma média de 5,5% nos anos subsequentes, com investimento total subindo anualmente até chegar a 21,5% do PIB em 2014 (cf. Gráfico da página 15). Isso, certamente, daria ao Brasil uma taxa de investimento no nível que a maioria dos economistas entende como necessária para viabilizar um crescimento econômico sustentado em torno de 5% ao ano.

No primeiro ano, como vemos em retrospecto, as duas metas foram ultrapassadas. Mas, sabemos que 2010 foi um ano atípico em muitos sentidos. Tanto que o crescimento econômico tem ficado muito aquém da meta desde então, sendo que a taxa de investimento, em vez de subir, vem caindo acentuadamente. Explicações não faltam para o fenômeno, mas, no final das contas, o que importa é que a taxa de investimento continua inadequada.

Resta saber se, como é a intenção, o Brasil tem reais condições de elevar sua taxa de investimento para 21,5% do PIB. Obviamente tem, por toda a sua potencialidade econômica, bônus demográfico etc. Mas, adicionar 2% ou 3% do PIB aos investimentos implica, fatalmente, em retirar o mesmo percentual de outro lugar. Eis o desafio fundamental para fechar a equação.

(*) O jornalista Brian Nicholson, da MiniMax Editora Especializada Ltda., é consultor da Sobratema e responsável pela Pesquisa do Mercado Brasileiro de Equipamentos de Construção, realizada pela associação.

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